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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

"O povo de quem fui escravo não será mais escravo de ninguém"

Por Emir Sader

A polarização na crise que desembocou no suicídio do Getulio foi a que comandou a história brasileira desde 1930 e, de certa forma, continua a polarizá-la ate hoje. Getulio foi o estadista que colocou as bases da construção de um Brasil nacional, popular, democrático, quebrando a espinha dorsal das oligarquias agrário-exportadoras, que mandavam no pais ha séculos. E isto nao lhe perdoaram nem essa direita radicada aqui, nem os EUA.

A crise de 1954 se deu em torno de denúncias de corrupção atribuídas ao governo, mas nao era preciso olhar muito a fundo a situação para saber que o elemento estratégico fundamental do segundo governo do Getulio foi a insistência na existência de petróleo no Brasil – contra a posição de Rockfeller e dos EUA – e a fundação da Petrobras, no bojo da campanha “O petróleo e’ nosso”, levada a cabo pelas forcas populares, especialmente sindicatos e movimento estudantil.

Com tantos ditadores corruptos vinculados aos EUA, se concentraram na luta contra o Brasil e a Argentina, pelas lideranças nacionalistas desses países e pelo potencial econômico e politico dos dois países.

A direita – o tucanato da época – se concentrava no tema da corrupção agregando setores de classe media do centro e sul do país, tentando se contrapor ao enorme apoio popular que as políticas econômicas nacionalistas e sociais populares do governo. Por isso a direita perdia todas as eleições. Apelava então para os quarteis, buscando, desde 1945, quando fundaram a Escola Superior de Guerra – Golbery e Castello Branco entre eles – e foram os representantes aqui da Doutrina de Seguranca Nacional, promovendo tentativas de golpe ao longo de toda a década de 1950 até conseguirem em 1964.

Em 1954, Getulio Vargas impediu, num dia como hoje, 24 de agosto, que triunfassem sobre ele. Entregou sua vida e reverteu uma situação armada para derrubá-lo e instalar governos repressivos e entreguistas, como os da ditadura militar.

A releitura de 1954 ajuda a pensar a historia brasileira desde então. As bandeiras da direita e da esquerda seguem similares. O denuncismo moralista e golpista de um lado, a defesa dos interesses nacionais e sociais, de outro. Setores conservadores de um lado, setores populares de outro.

Vale a pena a releitura da Carta Testamento do Getulio. Ela dá sentido à continuidade da história do movimento popular brasileiro desde 1930 até hoje, 80 anos depois, e projetado no futuro do Brasil no novo século. A grandeza que Lula conseguiu ter como presidente veio, em boa medida, dessa compreensão.
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Veja, Marilena Chaui e crime organizado

Por Renato Rovai, em seu blog:

A Fórum que fechamos na noite de ontem por ser comemorativa dos 10 anos da publicação vai trazer as 10 entrevistas mais importantes da história da revista. Entre elas, uma da filósofa Marilena Chaui concedida em 2006, pouco antes da reeleição do presidente Lula.


Num dado momento a entrevista com Chaui se direciona para a questão da violência, da segurança, da criminalidade e a filósofa faz a seguinte ponderação:


"A minha tendência é fazer uma análise da estrutura autoritária hierárquica da sociedade e desvendar em cada aspecto da sociedade brasileira o exercício da violência. Você tem o racismo, o machismo, o preconceito de classe, o preconceito religioso, todas as formas de preconceito, a enorme desigualdade econômica, a exclusão social, política e cultural. Se vier a analisar cada um desses aspectos, vai ver que eles têm como mola propulsora e como núcleo estrutural a violência".


E depois segue seu discurso indo ainda mais diretamente ao ponto:


"Crime organizado mesmo é aquele do fabricante de armamento, do fabricante da droga, do cara que mora no Morumbi num palácio com guarda na porta e cachorro latindo. Esse é o crime organizado. O crime organizado é o Bush, são as companhias de petróleo, são as companhias de fabricação de arma, isso é o crime organizado (..) E muito bem organizado, tanto que não é chamado de 'crime'".


Ao abrir a Veja desta semana a primeira coisa que me veio à mente foi a entrevista de Chaui.


Qual é o papel da revista Veja na sociedade brasileira? Qual o segmento da sociedade que ela organiza? Quais são os valores que ela defende? Como ela se relaciona com os movimentos que defendem direitos? Que tipo de contribuição ela tem dado ao jornalismo? Que tipo de contribuição ela tem dado para diminuir o crime, o preconceito, a violência…


A revista Veja se tornou um produto organizador de um pensamento de linha autoritária e com contornos fascistas. Organizador de uma visão de mundo onde o vale tudo permite não só instalar câmeras espiãs em corredores de hotéis, como fazer qualquer outra coisa em nome de atingir os objetivos do grupo que representa.


O que Veja faz hoje não tem nada a ver com um jornalismo de direita. Não é também a necessária “voz do contraditório” que fortalece o processo democrático.


O que Veja faz hoje é próprio de grupos organizados. E de grupos que se organizam com interesses bastante cristalinos, cujo fim é a captura do Estado e o amordaçamento da sociedade.


Não basta mais apenas denunciar o jornalismo esgoto de Veja. É preciso impedir que ele se reproduza. É preciso agir da mesma forma como a sociedade inglesa fez com as organizações Murdoch.


A se provar que Veja usou de artifícios criminosos para em tese fazer jornalismo, é hora de exigir na Justiça que o panfleto dos Civita tenha o mesmo destino do News of the World.


Antes que o esquema de Veja sequestre o processo democrático que é tão caro à sociedade brasileira. 
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Rock'n'roll é música do diabo? Se é, estou encapetado

terça-feira, 30 de agosto de 2011

54º Aniversário de Emancipação Política de Belém - PB

Praça 6 de setembro

Programação da Semana da Pátria 2011

A prefeitura de Belém realiza a partir de hoje (30) uma vasta programação cívica, cultural e esportiva em comemoração a emancipação político-administrativa do município de Belém. A programação se estenderá até o dia 06 de setembro, data em que o município foi emancipado através da Lei Estadual 1.752, de 1957.

As comemorações do 54º aniversário de Belém coincidem também com o sétimo ano da administração do prefeito Roberto Flávio. São sete anos de compromissos realizados com e para o povo dessa terra através de inúmeras ações governamentais que desenvolvem o município, transformando Belém uma das cidades mais prósperas e com a administração mais respeitada da região.

Confira a programação:

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA DA PÁTRIA 2011

TERÇA-FEIRA - 30/08/2011.

* Projeto Cuidar do Ser - (Praça Seis de Setembro) - 07:00 hs.
* Feira de Artesanato - (Praça Seis de Setembro) - 08:00 hs.
* Projeto Peixe na Comunidade - (Loja Maçônica) - 08:00 hs

 QUARTA-FEIRA - 31/08/2011.

* Projeto Cuidar do Ser - (Praça Seis de Setembro) - 07:00 hs.
* Feira de Artesanato - (Praça Seis de Setembro) - 08:00 hs.
* Oficina Sopão Cidadão na Comunidade - (Loja Maçônica) - 08:00 hs
* Exposição Fotográfica - “Direito à Memória e à Verdade - a Ditadura Militar no Brasil - 1964 - 1985” - (Praça Seis de Setembro) - 16:00 hs.

QUINTA-FEIRA - 01/09/2011.

* Projeto Cuidar do Ser - (Praça Seis de Setembro) - 07:00 hs.
* Feira de Artesanato - (Praça Seis de Setembro) - 08:00 hs.
* Oficina Sopão Cidadão na Comunidade - (Loja Maçônica) - 08:00 hs
* Exposição Fotográfica - “Direito à Memória e à Verdade - a Ditadura Militar no Brasil - 1964 - 1985” - (Praça Seis de Setembro) - 16:00 hs.

SEXTA-FEIRA - 02/09/2011.

* Abertura Oficial das Comemorações da Emancipação Política - Hasteamento das Bandeiras do Município de Belém, do Estado da Paraíba e do Brasil - (Prefeitura de Belém) - 07:00 hs.
* Caminhada com os Estudantes das Escolas Municipais em Homenagem ao
   Aniversário de Belém.
(Saída da Prefeitura) - 07:00 hs.
* Programa Cidadão - (Praça Seis de Setembro) - 08:00 hs.
* Feira de Artesanato - (Praça Seis de Setembro) - 08:00 hs.
*Apresentações Culturais sobre as Cincos Regiões Brasileiras - (Praça Seis de Setembro) 08:00 hs.
* Exposição Fotográfica - “Direito à Memória e à Verdade - a Ditadura Militar no Brasil - 1964 - 1985” - (Praça Seis de Setembro) - 16:00 hs.
* I Amostra de Produtos da Agricultura Familiar na Alimentação Escolar -  (Praça Seis de Setembro) - 19:00 hs.
* Torneio de Futsal Amador - (Amigão - Rua Nova) - 19:00 hs.
* II Noite de Arte e Cultura - (Praça Seis de Setembro) - 19:30 hs.

SÁBADO - 03/09/2011. 
 
* Programa Cidadão - (Praça Seis de Setembro) - 08:00 hs.
* Feira de Artesanato - (Praça Seis de Setembro) - 08:00 hs
* Inauguração Oficial de Ruas Pavimentadas - (Rua Antônio Borges, Rua
   Antônio Alfredo da Silva, Trechos das Ruas Nunes Guedes e Clovis Bezerra) - 15:30 hs.
* Inauguração das Novas Instalações do CREAS - (Rua Feliciano Pedrosa) - 16:30 hs.
* Inauguração da Biblioteca Municipal - (Rua Brasiliano da Costa) - 17:30 hs.
* II Encontro Intermunicipal de Capoeira - (Praça Seis de Setembro) - 19:30 hs.
* Torneio - Início do 9º Campeonato Municipal de Futsal Amador - (Xaviezão) - 19:30 hs.

DOMINGO - 04/09/2011.

* Cavalgada - (Saída do Ginásio “Amigão” de Rua Nova) - 08:00 hs.
* Torneio de Futebol de Areia - Infantil - (Por trás do Posto Texaco) - 08:00 hs.
* Torneio de Futebol de Areia - Juvenil - (Por trás do Posto Texaco) - 14:00 hs.
* II Fest Banda de Belém - (Praça Seis de Setembro) - 20:30 hs.

SEGUNDA-FEIRA - 05/09/2011.

* Apresentação de Vídeo: Belém 54 Anos de Emancipação - (Praça Seis de Setembro) - 19:00 hs.
* Cinema na Praça - (Praça Seis de Setembro) - 19:30 hs.

TERÇA-FEIRA - 06/09/2011.

* Corrida de Rua - Largada na Rua Brasiliano da Costa, (Em frente ao Xaviezão) - 09:30 hs.
* Torneio de Vôlei de Areia - (Por trás do Posto Texaco) - 09:30 hs.
* Torneio Intermunicipal de Futsal Juvenil - (Jogo Comemorativo do Atlético E. Clube) - (no Xaviezão) - 10:00 hs.
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Postado no site da PMB

E Teixeira foi se queixar com Aécio

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Aécio Neves disse que Ricardo Teixeira se queixou para ele do pouco que o governo federal vem investindo nas obras para a Copa do Mundo.

O senador tucano e agora porta-voz do cartola, descreveu a situação como quase trágica, mas não fez nenhuma referência às manifestações de torcedores em sete estádios no último domingo pedindo a saída de Ricardo Teixeira.

Do mesmo modo que Teixeira calou diante das denúncias de que a ambulância que atendeu Ricardo Gomes no domingo, no Engenhão, em jogo de campeonato da CBF, não estava suficientemente aparelhada para atendimento de casos de AVC.
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Postado no blog do Juca Kfouri
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Comentário do blogueiro aqui: "Olha só, o “Aécinho” agora virou porta-voz do mafioso. Ah, que peninha do Teixeira, foi se queixar do playboyzinho da falta de investimento do Governo Federal nas obras da copa do mundo. Qual é a agonia do mafioso? Poder para CBF, desvio, superfaturamento... etc, etc... Alô, alô, Minas... Alô, alô, Brasil... Olha quem é o porta-voz do mafioso Teixeira".

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Latuff dá aula de mídia regional

O cartunista Carlos Latuff, de talento e projeção internacional, é bastante conhecido pelas sátiras políticas, algumas delas de tom dramático - quando mostram os dramas sociais das classes populares ou a tirania política dos detentores do poder - e sempre sob o ponto de vista dos movimentos progressistas.

Mas ele, também crítico da velha grande mídia, também dá uma aula do que é a grande mídia regional, e aqui vemos uma charge com o chefão da Rede Brasil Sul, o famoso Grupo RBS que controla a mídia em Santa Catarina e Rio Grande do Sul , Nelson Sirotsky.

Sirotsky é o barbudo diante do quadro negro, enquanto o chargista da RBS, Carlos Henrique Iotti, aparece desenhando uma imagem "demonizada" que a direita gosta de fazer do Movimento dos Sem-Terra.

Na charge, o empresário ensina o cartunista da RBS a conjugar o verbo "vender", como lição básica para o aprendizado dos princípios neoliberais. Falando em "princípios", o Grupo RBS, representante das Organizações Globo no Sul do país, deve entender e concordar muito bem com os "princípios" que a corporação dos irmãos Marinho controla em âmbito nacional.

Algum intelectual etnocêntrico teria coragem de classificar o Grupo RBS como "pequena mídia das periferias"?

No Mingau de Aço
Vi no Com Texto Livre

PF já está no caso da Veja/Hotel Naoum

Por Conceição Lemes, no blog Viomundo:

O principal cenário da “denúncia” da Veja desse final desse final de semana é o Hotel Naoum, em Brasília. Nele, segundo a revista, José Dirceu tem um “gabinete” instalado, onde “o ex-ministro recebe autoridades da República para, entre outras atividades, conspirar contra o governo Dilma.”


A matéria traz uma sequência de dez fotos tiradas do andar em que fica o apartamento de José Dirceu. Numa delas, aparece o próprio. Nas demais, ministros, deputados, senadores que lá estiveram. Por isso, entrevistei há pouco Rogério Tonatto, gerente geral do hotel.


No seu ramo de negócio, privacidade é vital. A do Naoum, porém, foi quebrada com a reportagem da Veja. O senhor não teme que, por isso, clientes deixem de se hospedar no seu hotel?


Eu não acredito, não, porque todo mundo conhece a nossa respeitabilidade. O hotel tem 22 anos, é considerado o melhor da cidade. É o hotel que mais recebeu comitivas oficiais em todo o país, da Princesa Diana a Fidel Castro. São mais de 150 comitivas oficiais.


O que foi feito aqui é uma coisa criminosa, que a gente repudia. Nós estamos realmente chocados, pois temos uma história muito forte com a cidade. Não vamos deixar que episódio isolado como esse abale o nome do hotel.


Acha mesmo que não vai ter repercussão na sua clientela? As fotos exibidas na Veja demonstram que a privacidade do seu cliente está em risco.


A privacidade de clientes está sob risco em qualquer lugar do mundo. O que fizeram no hotel é um crime. Aliás, muitos clientes têm-nos ligado para prestar solidariedade, dizendo que o hotel não merece isso.


O senhor sabe como foram feitas as imagens?


A gente não sabe ainda com certeza, pois a questão está sob investigação. A nossa suspeita é de que essa câmera foi plantada. Achamos que não saíram do circuito interno do hotel.


Não saíram mesmo do circuito interno?


Nós estamos investigando. Mas tudo indica que não. Até porque a maioria dos nossos funcionários tem muito tempo de casa, são pessoas comprometidas com o hotel. Eu sinceramente não acredito que possa ter saído de forma inconseqüente do hotel. Nisso, a gente está bem tranqüilo.


Já falamos com todos os funcionários, a começar pelo pessoal de segurança. Está todo mundo muito chateado, muito perplexo. São pessoas que têm um carinho muito grande pelo empreendimento. Você não tem noção do que a gente realmente está passando…


É possível dizer com 100% de certeza que as fotos não foram tiradas do seu sistema de segurança?


Neste instante, não tenho condições de precisar 100%. A principal hipótese é a de que uma câmera tenha sido plantada no hotel. A gente trabalha mais com essa hipótese.


A sua equipe tem condições de avaliar se as imagens saíram ou não do circuito interno, não tem?


Tem, sim, e já detectaram algumas diferenças em relação às fotos publicadas. Por exemplo, são horas diferenciadas em relação às presenças das pessoas citadas. Mas isso a Polícia Civil de Brasília e a Polícia Federal estão apurando. Agora, é precipitado eu falar mais coisas. Não quero atrapalhar a investigação. O que eu posso dizer é que vamos apurar todo esse delito até o final.


Tem ideia de quem teria filmado o andar do apartamento do ex-ministro José Dirceu?


Não temos a menor ideia. Sabemos que um repórter esteve lá, que tentou invadir um dos apartamentos. Prontamente nosso staff não deixou. É um staff bem preparado, conseguiu detectar a tentativa de invasão. Demos queixa na polícia. Enfim, tomamos todas as medidas que medidas que tem de ser adotadas nessas circunstâncias.


Esse é um caso que tem de ser apurado pela polícia especializada, porque a gente não compartilha com esse tipo de conduta, independentemente de quem seja o cliente.


O senhor disse que a Polícia Federal está apurando o caso…


A Polícia Federal foi acionada, está tomando providências, já está no caso, assim como a Polícia Civil. Elas já estão no encalço de quem cometeu esse crime. Nós estamos trabalhando em todas as frentes para que ele seja solucionado o mais rapidamente possível.


Que medidas o hotel vai tomar em relação à Veja?


Amanhã às 9 horas da manhã já temos uma reunião agendada com os nossos advogados. Neste momento, não tenho condições de dizer se a gente vai processar a Veja. Não sou competente na área, preciso de orientação jurídica sobre as medidas a serem tomadas.


Quem vai pagar os prejuízos do hotel, já que a imagem dele foi manchada?


Nós estamos realmente indignados e preocupados com tudo isso. Mas uma coisa garanto: alguém vai pagar. Não sei lhe precisar quem neste momento, mas alguém vai pagar. Vamos tomar todas as medidas para que esse episódio não fique impune. Nós estamos muito seguros da nossa importância. E o hotel não merece um espetáculo criminoso como este.
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O leitor da Veja segundo Gilberto Maringoni

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sábado, 27 de agosto de 2011

“Veja” atenta contra os princípios democráticos

Por Zé Dirceu
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Depois de abandonar os critérios jornalísticos e a legalidade, a revista Veja abriu mão também dos princípios democráticos.

A matéria de capa desta semana foi realizada no mais clássico estilo de polícia privada, a serviço dos setores que a Veja representa. Viola o princípio constitucional da intimidade e infringe o Código Penal. Ignora o direito a julgamento e condena previamente.

A matéria é um amontoado de invenções e erros.

A revista obteve, não se sabe como, imagens do corredor do hotel onde me hospedo em Brasília. Com a relação de todas as pessoas que recebi, passou a questionar a todos sobre os motivos de se encontrarem comigo.

Os questionamentos não tinham como objetivo a apuração jornalística. A tese da revista de que conspirávamos contra o governo da presidenta Dilma já estava pronta. O objetivo era apenas o de constranger.

Manipulação dos fatos

Para tentar dar consistência à sua tese, Veja manipula os fatos para fazer o leitor crer que atuei para que Antonio Palocci deixasse a Casa Civil. Afirma, por exemplo, que três senadores petistas saíram da reunião comigo e, horas depois, recusaram-se a assinar uma nota em apoio a Palocci.

Uma rápida pesquisa no noticiário mostra que a reunião da bancada a que a matéria se refere ocorreu antes de meu encontro com os senadores. Às 15h30, os sites de notícia já divulgavam o resultado do encontro. Minha reunião, segundo a própria Veja, ocorreu às 15h52 e durou mais de 50 minutos.

Ontem, em nota no blog, denunciei a tentativa de um repórter da Veja de invadir meu quarto no hotel (leia mais). O jornalista Gustavo Ribeiro se hospedou em apartamento próximo ao meu, aproximou-se de uma camareira e, alegando estar hospedado na minha suíte, simulou que havia perdido as chaves e pediu que a funcionária abrisse a porta. Ela se recusou e comunicou o fato à direção do hotel, que registrou a tentativa de violação de domicílio em boletim de ocorrência no 5º Distrito Policial.

Outra tentativa frustrada de golpe

A reportagem da Veja tentou ainda outro golpe. O mesmo repórter fez-se passar por assessor da Prefeitura de Varginha, insistindo em deixar no meu quarto "documentos relevantes". Disse que se chamava Roberto, mas utilizou o mesmo número de celular que constava da ficha de entrada do hotel que preencheu com seu verdadeiro nome. O golpe não funcionou, porque minha assessoria estranhou o contato e não recebeu os tais “documentos”.

Reafirmo: Deixei o governo, não sou mais parlamentar. Sou cidadão brasileiro, militante político e dirigente partidário. Essas atribuições me concedem o dever e a legitimidade de receber companheiros e amigos, ocupem ou não cargos públicos, de qualquer partido, onde quer que seja, sem precisar dar satisfações à Veja acerca de minhas atividades.

Todas minhas atividades são públicas. Viajo pelo país, sou recebido por governadores, prefeitos, parlamentares, lideranças e, principalmente, pela militância petista. Dou palestras e realizo debates, articulo e participo da vida política do país, como dirigente do PT e cidadão. Não tenho nada a esconder.
 
Campanha contra mim não tem limites


A revista tem o claro objetivo de destruir minha imagem e pressionar a Justiça pela minha condenação. Sua campanha contra mim não tem limites.  Mas a Veja não fere apenas os meus direitos. Ao manipular fatos, ignorar a Constituição, a legislação e os direitos individuais, a revista coloca em risco os princípios democráticos e fere toda a sociedade.
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Os métodos criminosos no jornalismo da Revista VEJA

Por LEN*

O político José Dirceu fez uma denúncia no seu blog em que acusa o jornalista Gustavo Nogueira Ribeiro, que trabalha para a Revista VEJA, de tentativa de invasão de quarto em que ocupava no Naoum Plaza Hotel, na quarta-feira última, dia 24/08.

Segundo a denúncia de Dirceu, o jornalista se passou por hóspede do quarto dele para a camareira do hotel, com a intenção de invadir o seu quarto - intenções essas ainda não reveladas nem pelo repórter nem pela revista. O mesmo jornalista, que fugiu do hotel sem fazer “check out” e dando calote na sua diária após perceber que tinha sido descoberto, ainda tentou se passar por assessor da prefeitura de Varginha, para tentar novamente entrar no quarto de Dirceu, alegando que tinha que deixar lá dentro “documentos importantes”. O hotel registrou queixa no 5º distrito policial de Brasília.

Instada a se manifestar através da resposta de perguntas que esse blogueiro formulou e enviou à redação da revista, com o intuito de ceder à publicação espaço para o contraditório, a revista não respondeu até o fechamento dessa matéria as perguntas que reproduzo abaixo:

  1. O jornalista Gustavo Nogueira Ribeiro estava a serviço da revista ao se hospedar no Naoum Plaza Hotel e tentar invadir ilegalmente o quarto de José Dirceu em duas oportunidades, conforme consta no boletim de ocorrência registrado no 5º distrito policial de Brasília?
  2. Em caso positivo para a primeira resposta, a revista tinha conhecimento das práticas criminosas utilizadas por um jornalista contratado para tentar investigar, ou seja lá o que queria o Gustavo quando tentou invadir o quarto?
  3. Em caso positivo para a segunda resposta, a revista incentiva a prática criminosa como parte da obtenção de insumos jornalísticos, como a invasão ilegal e falsidade ideológica?
  4. Tomando conhecimento do fato, qual vai ser a postura da revista em relação ao crime cometido pelo jornalista que emprega?
  5. A revista publicará uma explicação ou ignorará o ocorrido contando com a conivência de outros meios de comunicação?
 A revista não se preocupou em responder ao blog, mas deve explicações à sociedade civil. São graves as acusações que pesam sobre o jornalista que estava a serviço da revista: tentativa de invasão e de privacidade, falsidade ideológica e fraude. Se calar e atacar seus acusadores, não vai arrefecer a exigência de explicações convincentes para a escandalosa ação que remete às práticas criminosas cometidas pelos jornais ingleses de Rudolf Murdoch, que recentemente assombrou o mundo inteiro.

Essa revelação chega ao mesmo tempo em que o Wikileaks revela que nem a diplomacia americana acreditou na matéria em que acusa, em 2006, o PT de ter relações com as FARC. A revista não conseguiu comprovar suas acusações.

A revista VEJA sofre anualmente com vários processos de calúnia e difamação em consequência de um jornalismo que preza pela tentativa de destruição de reputações, que se baseia em informações inventadas pela revista. A revista ainda é beneficiada pelo vácuo causado pela queda da lei de imprensa, o que dá argumento para alguns juízes - que temem por represálias da revista - alegarem que não existe regulamentação no setor. O que se comenta é que a revista possui verba reservada para pagamento de indenizações, incentivando a prática do jornalismo mentiroso e de calúnias pelos jornalistas que trabalham para a empresa.

É preocupante a revelação em relação à manutenção do estado democrático de direito. Lembramos que a revista publicou, em anos anteriores, uma transcrição da conversa entre um ministro do STF e um senador da República. Na época, a revista disse que a gravação foi obtida através de um agente da ABIN cuja identidade não foi revelada. Também não divulgou o áudio da gravação para ser periciado pela PF. Não seria demais concluir que diante das revelações das práticas criminosas da revista e pela confirmação dos envolvidos da autenticidade do diálogo, que a própria revista pode ter grampeado o telefone do senador e/ou do ministro e culpado a ABIN.

Com a palavra o Procurador-Geral da República porque o assunto é de extrema gravidade e merece respostas rápidas e duras das nossas instituições sob pena de retrocesso no processo democrático. Lugar de criminoso é na cadeia e por eventos semelhantes Murdoch teve que fechar seu jornal. É claro que não esperamos vergonha e decência dos proprietários da revista VEJA e do grupo Abril a ponto de fechar a revista, mas o ministério público e a polícia federal têm a obrigação de investigar e levar a denúncia aos tribunais. Chega de máfia travestida de veículo de comunicação, o jornalismo do país precisa de uma FAXINA ÉTICA urgente.
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*LEN é editor-geral do Ponto & Contraponto e coeditor do Terra Brasilis
Vi no Folha 13

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Mãe de preso político desaparecido defende criação do Comitê da Verdade

Dom Hélder: a injustiça é una e indivisível


O advogado e vereador de Olinda, Marcelo Santa Cruz (PT), tornou público, hoje, o depoimento emocionado de sua mãe, Elzita Santa Cruz, em apoio à criação da “Comissão da Verdade” para apurar todos os casos de violação de direitos humanos ocorridos no Brasil durante o regime militar. Ei-lo:

“Sou Elzita Santa Cruz, mãe de Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira, preso político desaparecido em 23 de fevereiro de 1974, na Cidade do Rio de Janeiro. Venho mais uma vez representando todas as mães dos perseguidos pela ditadura, nos meus 97 anos de vida, saudar a instalação do Comitê Pernambucano da Verdade, Memória e Justiça, na perspectiva de que sejam apurados os crimes cometidos pela ditadura que infelicitou a nação brasileira por tanto tempo”.

“A anistia pela qual lutamos, ampla, geral e irrestrita, com os esclarecimentos das torturas, assassinatos  e dos mortos e desaparecidos políticos, não foi obtida pelo povo brasileiro. Agora se impõe na consolidação da democracia e do Estado Democrático de Direito, que os arquivos da repressão política sejam abertos e franqueados o seu acesso a todos interessados”.

“Desta forma, faz-se necessário, aprovar o projeto de lei que se encontra em tramitação no Congresso Nacional, pelo fim do sigilo perpétuo imposto aos documentos públicos. Que seja criada a Comissão da Verdade, Memória e Justiça, e que  tenha como foco as questões que não foram resolvidas pela anistia ,as torturas, os assassinatos e os desaparecidos forçados do campo e da cidade, isto é, os que foram mortos na guerrilha do Araguaia e as outras mortes  ocorridas na cidade, em que os cadáveres também foram ocultados de seus familiares”.

“São os mortos sem sepultura, sempre presente na luta do povo brasileiro, representada pelos Sem Terra, através da Reforma Agrária, dos Sem Tetos, por uma política de habitação popular, com a melhoria de ocupação do solo urbano, por uma escola e saúde de qualidade, universal, enfim, precisamos fazer com que a bandeira dos direitos humanos não seja empunhada apenas pelos familiares dos desaparecidos políticos, assassinados e torturados, mas por todos que lutam e bradam por uma pátria livre, democrática, sem fome e que não haja miséria”.

“VIVA O COMITÊ DA VERDADE, MEMÓRIA E JUSTIÇA. VIVA A LUTA DO POVO BRASILEIRO POR JUSTIÇA SOCIAL. Permitam-me concluir este meu pronunciamento citando Dom Helder Câmara, a quem sugiro pela sua luta pelos direitos humanos seja o patrono deste comitê: ‘A injustiça é una e indivisível; atacá-la e fazê-la recuar, aqui e ali, é sempre fazer avançar a justiça’”.
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Postado no Conversa Afiada do Jornalista Paulo Henrique Amorim

A volta de Gregório Bezerra

 Gregório Bezerra volta ao Brasil, a partir de primeiro de setembro, no Recife. E dessa vez em sua emocionante autobiogafia, no livro Memórias, editado pela Boitempo.

É impressionante como um homem, que se alfabetizou sozinho aos 25 anos, tenha escrito uma obra de tão agradável leitura. Lembro que no Recife, em 1982, eu lhe perguntei como era possível um autor, que não era um intelectual, escrever um livro de tamanha qualidade. Então o velho Gregório me respondeu: “A história, quando é bem vivida, a gente sabe contá-la”. E guardei essa lição de literatura e verdade.

Dos vários trechos que anotei, é impossível destacar um. Se pudesse, deveria ser feita uma antologia de páginas dessa autobiografia. Entre tantas, há linhas que para mim lembram as crianças de Dickens, quando Gregório fala de sua infância:

“Cada gazeteiro se considerava dono deste ou daquele setor de venda, desta ou daquela zona, ou até desta ou daquela rua ou praça. Eu não era dono de nada, mas precisava viver e, para viver, tinha de vender jornais, pois não havia outro ganha-pão. Meti a cara e enfrentei os riscos. Uma briga aqui, uns tapas ali, umas tabicadas mais além e assim ia vivendo e lutando pelo pão de cada dia. Era uma vida duríssima. Aos poucos, com muita desvantagem contra mim, ia revidando os insultos, os palavrões, os murros, os tapas, as tabicadas, os chutes e também as pedradas. Desgraçadamente, eu era menor que meus agressores, tinha menos força e menos agilidade do que eles, mas era teimoso, não entregava os pontos e não me dava por vencido. Às vezes, com um só rival, brigava três, quatro vezes, até sentir que tivera algumas vantagens ou que ele desistia definitivamente de me perseguir. Essa minha atitude impôs certo respeito, porque qualquer agressor que me atacasse de antemão sabia que, se me vencesse, eu iria à forra tantas vezes quantas perdesse para ele. Nem sempre eles estavam dispostos a esses embaraços. Para mim, era questão de sobrevivência: ou tomava essa atitude, ou me transformaria para sempre num saco de pancadas – ou então fugia daquela dolorosa profissão”.

Em outros trechos, é comovente, enternecedor o quanto o perigosíssimo incendiário, o indivíduo bravo, era um homem de sensibilidade fina, delicado, um avesso absoluto da grossura e da crueldade. O amor que esse guerreiro possuía pela mãe está entre as páginas cálidas de nossa brasilidade, e a mim me falou particularmente mais de uma vez, por razões íntimas, em capítulos do livro que ando escrevendo.

“Uma vez, à noite, pedi à minha mãe para me pôr na escola; ela me olhou, pôs a mão em minha cabeça... E começou a chorar e a acariciar-me. Arrependido de ter pedido uma coisa impossível, caí no choro por ter feito minha mãe chorar. Ela sentou-me em seu colo e choramos os dois juntos. Jurei comigo mesmo não fazer a minha mãe chorar nunca mais”.

Nesse livro se nota que para Gregório Bezerra o partido comunista era igual ao povo. E o comunismo, para ele, era igual à redenção máxima sobre a humilhação que ele sofrera. Então se entende que para um homem que pensava, respirava e sonhava assim, não haveria repressão que o destruísse. Como aqui:

“Ainda no pátio do quartel, estava à minha espera o comandante, o coronel Vilocq. Recebeu-me a golpes de cano de ferro na cabeça, tendo eu por isso desmaiado... A seguir, puseram-me numa cadeira e três sargentos seguraram-me por trás, enquanto Vilocq, com um alicate, ia arrancando meus cabelos. Logo depois, puseram-me de pé e obrigaram-me a pisar numa poça de ácido de bateria. Em poucos segundos, estava com a sola dos pés em carne viva. Toda a pele tinha sido destruída”.

E o coronel Vilocq partiu para lhe enfiar um ferro no ânus, ao que Gregório, caído, se concentrou para evitar a abjeção. É impressionante como, debaixo de todas as torturas, sempre resistiu nele a vontade de viver, não para esticar por esticar seus dias, mas para servir à luta comunista. No entanto, Memórias, de Gregório Bezerra, é um livro que não exige qualquer adesão prévia para a idéia socialista de mundo. Os evangélicos de todas as igrejas, os espíritas, os católicos, os catimbozeiros, os torcedores de todos os times, homens, mulheres e jovens ganham na sua leitura o conhecimento do quanto é capaz o amor de um homem por seu povo.

A ele, enfim, se aplica o samba de Mano Décio, no Exaltação a Tiradentes: “Este grande herói para sempre há de ser lembrado”.

Postado no Portal Vermelho

Audaciosa crítica de Raul Seixas à submissão da elite brasileira

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Por Marcos Aurélio Ruy
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Considerado um dos pioneiros do rock brasileiro, o baiano Raúl Seixas passou maus bocados por sua arte contestadora e, por vezes, um tanto mística. Coisas de artista. No último domingo (21), completaram-se 22 anos de sua morte, mas sua legião de fãs não para de crescer.

Com mais de 20 anos de carreira, chamado por muitos de o “pai do rock brasileiro”, Raul Seixas emplacou inúmeros sucessos na música popular brasileira ao misturar baião - inspirado principalmente em Luiz Gonzaga-  e rock, sob inspiração dos anos 1950, principalmente por Little Richard, o som meio anárquico de Frank Zappa e a revolução chamada Beatles, essencialmente John Lennon. Foi muito influenciado ainda pelo místico inglês Aleister Crowley, que pregava “faze o que tu queres, há de ser tudo da lei”.

Nessa miscelânea de sons e temas, Raul lança seu primeiro disco, Raulzito e Os Panteras, em 1968, não emplaca nas paradas, mas já mostra sua cara irreverente e tenaz na crítica ao sistema. Ao aproximar-se da Jovem Guarda, participa de um disco intitulado “Vida e Obra de Johnny McCartney”, com Leno, da dupla Leno e Lilian, que tem as letras censuradas e o disco acabou por não ser lançado. 

Distancia-se da Jovem Guarda com sua arte contestadora, de forte apelo social e crítico à ditadura e ao capitalismo. Sofre forte censura do regime militar de 1964, cria a Sociedade Alternativa, com música homônima, e os militares pensam tratar-se de grupo guerrilheiro. É preso, torturado e obrigado a sair do país, juntamente com o atual escritor místico Paulo Coelho, seu parceiro em inúmeras canções. 

Raul Seixas critica com veemência a escola e diz em entrevista “nunca aprendi nada na escola. Minto. Aprendi a odiá-la” e complementa com a afirmação de que “tudo o que aprendi era nos livros, em casa ou na rua.” Isso numa época em que até a escola estava sob o crivo da ditadura. 

Em 1971 lança, sem autorização da gravadora, o disco “Sociedade Grã-Ordem Apresenta Sessão das Dez”. O disco some misteriosamente do mercado e Raul é expulso da multinacional CBS. No ano de 1982, ao aparecer embriagado e sem documentos para um show em Caieiras (SP), é confundido e torna-se “impostor de si mesmo”, quase é linchado pelo público, preso e espancado pelos policiais.

Esse ar de irreverência esteve presente em toda a sua obra. Com críticas mordazes à falta de liberdade e ao status quo. Na canção “Como Vovó Dizia” ele afirma: “quem não tem colírio usa óculos escuros, quem não tem filé como pão e osso duro, quem não tem  visão bate a cara contra o muro.” Precisa ser mais claro? Também em “Ouro de Tolo” fala da tentativa de “pão e circo”, uma tese propalada pela burguesia para conformar o povo sem contestação.

Também esteve nas paradas canções com “Tente Outra Vez”, “O Dia em que a Terra Parou”, “Mosca na Sopa”, “Metamorfose Ambulante”, “Gita”, “Al Capone”, Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás”, “Sapato 36”, forte crítica ao patriarcalismo, e "Aluga-se”, na qual propõe alugar o Brasil para resolver os dilemas do país, cruciais ao povo brasileiro sob o obscurantismo fascista. Um dos seus maiores sucessos, porém, é “Maluco Beleza”, verdadeiro hino dos hippies brasileiros dos anos 1970.

Lança o disco “A Panela do Diabo”, em 19 de agosto de 1989, dois dias antes de sua morte, juntamente com o discípulo Marcelo Nova. Raul é encontrado morto em seu apartamento em São Paulo aos 44 anos.

Sucumbiu às drogas, ao alcoolismo e à diabetes. Tem sua arte, no entanto, viva na memória de uma enorme legião de fãs de todas as faixas etárias e sua contestação tornou Raul Seixas sem similar e sem substituto. Apresenta uma visão audaciosa dos costumes e da submissão da elite brasileira aos ditames imperialistas.
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Conheça uma das canções mais famosas do artista:
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Ouro de Tolo (1973)

Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros
Por mês...
Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso
Na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar
Um Corcel 73...
Eu devia estar alegre
E satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado
Fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa...
Ah!
Eu devia estar sorrindo
E orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa...
Eu devia estar contente
Por ter conseguido
Tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado...
Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto "e daí?"
Eu tenho uma porção
De coisas grandes prá conquistar
E eu não posso ficar aí parado...
Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Prá ir com a família
No Jardim Zoológico
Dar pipoca aos macacos...
Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco...
É você olhar no espelho
Se sentir
Um grandessíssimo idiota
Saber que é humano
Ridículo, limitado
Que só usa dez por cento
De sua cabeça animal...
E você ainda acredita
Que é um doutor
Padre ou policial
Que está contribuindo
Com sua parte
Para o nosso belo
Quadro social...
Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...
Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...
Ah!
Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...
Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...
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Postado no blog da UEPB 

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Dilma é 3ª em ranking das mulheres mais poderosas do mundo

Dilma fez história como a primeira mulher a liderar a maior potência econômica da América Latina.

A presidente Dilma Rousseff é a terceira mulher mais poderosa do mundo, segundo ranking da revista Forbes divulgado nesta quarta-feira. No topo da lista está a primeira-ministra alemã, Angela Merkel. Em segundo lugar ficou a secretária de Estado americano, Hillary Clinton. O rol da revista americana é dominado por políticas, empresárias e líderes dos setores de mídia e entretenimento.

“Nossa lista reflete os caminhos diversos e dinâmicos em direção ao poder para as mulheres hoje, seja liderando uma nação ou definindo a pauta de questões críticas da nossa época”, disse Moira Forbes, presidente e editora da ForbesWoman, em nota.

Oito chefes de Estado e 29 presidentes-executivas estão na lista das 100 mulheres mais poderosas do mundo. Elas têm em média 54 anos e controlam, juntas, US$ 30 trilhões. 22 delas são solteiras.
Dilma foi citada como a primeira mulher a liderar a maior potência econômica da América Latina, enquanto Merkel foi classificada como a única mulher chefe de uma economia global real da Europa. Hillary foi elogiada por ter lidado com as revoluções no Oriente Médio e revelações do WikiLeaks em seu segundo ano no cargo.

“Ao longo das múltiplas esferas de influência, essas mulheres alcançaram o poder por meio da conectividade, habilidade de construir uma comunidade ao redor de organizações que elas supervisionam, países que lideram, causas que encabeçam e marcas pessoais”, acrescentou a Forbes.

Completando as cinco primeiras posições da lista estão a presidente-executiva da PepsiCo U.S., Indra Nooyi, que comanda o império de alimentos e bebidas de US$ 60 bilhões e, a vice-presidente operacional do Facebook, Sheryl Sandberg, que recebeu crédito por ter preparado o IPO da rede social que pode atrair até US$ 100 bilhões.

Segundo a Forbes, as mulheres da lista alcançaram poder não apenas por meio de dinheiro e força, mas, graças à mídia social, também por alcance e influência. Lady Gaga e a recém-nomeada editora-executiva do New York Times, Jill Abramson, estão em 11º e 12º lugar, respectivamente. Gaga é a mais nova da lista, com 25 anos, enquanto a Rainha Elizabeth, no 49º, é a mais velha, com 85 anos.

A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, que no ano passado ficou no topo do ranking, este ano caiu para a oitava posição. A lista completa está no site da Forbes.
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Postado na Agência Reuters
Vi no site do PT

Silas Malafaia lança Spray que remove o diabo do couro

Malafaia e o Spray Mata Capeta.
O Pastor Silas Malafaia lançou no mercado uma invenção que vai revolucionar o mundo: o mata capeta. Trata-se de um spray que remove o diabo do couro das pessoas. O produto chega ao mercado na próxima semana por um preço em torno de 100 reais. Cada frasco dá para remover o diabo de umas 20 pessoas. 

Para o ajudante de pedreiro José Jair Jacob, esta invenção chegou em boa hora. “Toda semana quando vou à Igreja o pastor tira o diabo do meu couro. Bate em mim, me joga no chão, me dá tapas, e agora com esse spray basta me dedetizar que o problema será resolvido”, disse. 

A dona de casa Carmem Cotovelo Castro também gostou da invenção e disse que comprará centenas de frascos porque segundo ela, o marido costuma chegar bêbado em casa de madrugada com o diabo no couro. 
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Postado no G17
Vi no OpenSante

WikiLeaks: Revista Veja mentiu para ligar PT com as FARC e prejudicar Lula

Veja fabricou proximidade entre o PT e as FARC por objetivos políticos

No dia 16 de março de 2005, a revista semanal Veja publicou a matéria "Os Tentáculos das FARC no Brasil" (foto), em que detalhava uma possível relação entre membros do PT (Partido dos Trabalhadores) com a guerrilha colombiana. O caso, porém, foi relatado pela embaixada dos Estados Unidos em Brasília como um exagero, além de uma tentativa de "manobra política". O documento da embaixada com o relato foi divulgado pelo Wikileaks.

Segundo a matéria, candidatos petistas teriam recebido 5 milhões de dólares da guerrilha durante uma reunião no ano de 2002, em uma fazenda próxima a Brasília. Na ocasião, membros do PT teriam se encontrado com o representante da organização colombiana no país, Francisco Antonio Cadenas, e acertado os detalhes. O objetivo seria financiar a campanha de reeleição do ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).

O partido, porém, negou as acusações e a Veja não conseguiu provas documentais sobre a transferência de dinheiro.

Para embaixada norte-americana, a revista "exagerou o real nível das relações entre as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o PT", segundo o documento datado de março de 2005. Isso porque, após as acusações, membros da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) em Brasília, que de acordo com a revista, estavam infiltrados no encontro, não obtiveram provas concretas sobre o recebimento de dinheiro. Citado pela embaixada norte-americana, o general Jorge Armando Felix, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Abin e que acompanhou a investigação, afirmou que os documentos internos da agência citados pela Veja como provas foram "forjados", já que não estavam nas formatações da agência.


"O que foi publicado é uma mistura de meias verdades e meias mentiras. Nós não temos qualquer documento oficial que prove que o encontro ocorreu", afirmou o delegado e chefe da Abin, Mauro Marcelo, também citado no despacho.
Sobre a divulgação do possível financiamento. "A história mais parece uma manobra política. O que é incontestável é que os membros do PT e representantes das FARC estiveram juntos em um encontro, mas não há provas de colaboração financeira", disse. Para ele, o que deveria ser uma denúncia importante tornou-se uma ferramenta arquitetada pela Veja para minar a candidatura de Lula ao segundo mandato. "Enquanto os opositores e a outros veículos de comunicação estão notavelmente desinteressados em prosseguir com as acusações e investigações, parece que a Veja está exagerando os fatos", conclui o embaixador.
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Postado no Terra Brasilis
Vi no blog da Militância
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